Eu fui criada num lar católico no qual todos os sacramentos eram cumpridos, mas sem convicção do que realmente estávamos fazendo. Eu sempre tinha dúvidas sobre as coisas feitas na igreja, mas nunca recebi nenhuma resposta. Depois da minha confirmação, aos 15 anos, nunca mais voltei à igreja. Fiquei sem rumo e direção por dez anos.
Aos vinte e cinco anos, vivia numa região onde católicos e judeus formavam 80% da população. Durante os dois últimos anos daqueles dez, um bom amigo me falava sobre Jesus e orava por mim. Uma noite, quando lhe dava carona do trabalho para casa, eu comecei a pensar sobre tudo que ele havia me dito sobre salvação. Reconheci que Jesus tinha morrido por mim e tinha tomado meu lugar na cruz. Eu queria receber aquela paz de que meu amigo falava e aceitei Jesus como meu Salvador no estacionamento perto do seu apartamento. Eu orei a Jesus confessando meus pecados e O convidei para entrar no meu coração.
sábado, 9 de maio de 2009
terça-feira, 10 de junho de 2008
Jesus me deu liberdade
Jesus mudou meu viver numa muito especial manhã de sábado, dia de fazer faxina no meu quarto. Eu havia ganho uma pequena TV por ocasião do meu aniversário de quinze anos. Para amenizar a tarefa de arrumar minha bagunça de adolescente, resolvi ligá-la e apenas ouvir, porque não poderia parar e sentar. Tinha que continuar me movimentando, caso contrário, teria sérios problemas com minha mãe.
Paralelamente aos muitos problemas de uma adolescente, havia um em minha mente que estava me deixando extremamente preocupada. Não era um problema com professores, não era um problema com meus pais. Não era um problema com meus amigos. Ah, não! Era com alguém muito mais importante. Eu tinha um problema com Deus.
Durante toda a minha vida eu havia pedido a Deus que meus pais tivessem um casamento feliz, que fosse possível a mim e a meus irmãos ter um lar saudável, abençoado, onde eu pudesse trazer meus colegas, sem brigas, gritarias e agressões físicas. Esse era o meu sonho. E, para isso, eu havia feito inúmeras promessas, na tentativa de barganhar com Deus. Era isso que eu entendia de negócios naquela época e fazia o mesmo com o Senhor.
Pois bem, após 15 anos, meu sonho foi realizado. Meu pai se converteu, entregando sua vida a Jesus e deixando para trás uma vida escravizada pela bebida. Meus pais que já estavam divorciados, voltaram a se casar novamente, e passamos a ter uma vida feliz. Mas... E a minha promessa? As minhas inúmeras promessas? Eu tinha que pagá-las. Não... Eu não tinha como pagá-las. Eram muitas. Eu tinha uma dívida enorme com Deus e não poder pagar estava me deixando sem paz e com medo da represália, das maldições, e todas as outras concepções que havia absorvido das pessoas sobre Deus durante minha vida. Eu pensava que Deus não ia me amar mais, que eu não ia para o Céu. E, a cada trovoada nos dias de chuva, achava que Deus estava brigando comigo, reclamando o pagamento das promessas. Eu achava que não tinha salvação para mim.
Mas naquela manhã, comecei a prestar atenção ao que um pastor dizia na TV. Ele falou exatamente isso: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” Ef. 2.8
Assim que ouvi essas palavras, larguei a vassoura. E me sentei para ouvir toda a explicação que ele deu sobre esse versículo. Ah! Eu tinha salvação! Eu tinha salvação em Jesus Cristo. E eu não tinha que pagar nenhuma promessa. Não é assim que Deus trabalha.
Deus é amor e só nos pede amor. Um amor sincero que reconheça que a nossa natureza pecaminosa é contrária à santidade de Deus. Um amor que confesse a condição de pecador e aceite Jesus como Único e Suficiente Salvador. Eu entendi tudo e fiz isso. Ajoelhei-me diante da TV e orei com o pastor, entregando meu coração a Jesus.
Liberdade! Que sensação maravilhosa! Nada mais de superstições, de angústias, de tristezas. Eu encontrei meu Salvador e desde aquele dia tenho experimentado a Paz que o mundo não pode dar, porque não a conhece. Somente Jesus pode nos dar a verdadeira Paz.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Jesus Mudou Meu Viver
Quando adolescente na cidade de Mata de São João-BA, eu cantarolava notas musicais (estive estudando música) sem conhecê-las e sem saber de onde vinham. Passados alguns meses apareceu por lá um pastor pregando a Palavra de Deus. Isso foi em 1948 aproximadamente.
Foi um reboliço muito grande naquele bairro humilde chamado Caboré. O pastor passou a realizar os cultos na residência do senhor Portela, meu vizinho. Ao ouvir os cânticos do Hino A Última Hora, reconheci aquela música que nunca havia escutado antes. Não me contive, saí escondido e fui lá. Assisti o culto e me lembrei que eu mesmo cantarolava aquelas notas alguns meses antes.
Houve muitas conversões: Dodó, Judite, Camelita (filhas do senhor Portela), sua esposa e muitas outras pessoas. Senti no coração o desejo de seguir a Jesus, mas fui impedido pelo meu pai que não tinha religião alguma. Mamãe ainda tentou me ajudar, mas não houve jeito do velho ceder. Parece até que algumas das minhas irmãs demonstraram o desejo de seguir o Mestre, mas fomos proibidos, apesar das súplicas do pastor Samuel.
Ao completar 20 anos, fui para o Rio de Janeiro, onde sofri, padeci, pequei. Casei-me com uma moça temente a Deus e que demonstrou várias vezes o desejo de seguir a Jesus Cristo, mas eu sempre rejeitei a Jesus, obcecado que estava pela bebida, pelo trauma familiar, pelo complexo, pela dor, pelo remorso, pela miséria e pela desgraça como complemento.
E agora, José? O senhor que não me deixou seguir a Jesus, chorava ou me condenava?
Naturalmente sofria, porque ele me amava bastante e eu não o condenava, porque eu o amava bastante também.
Porém, Deus sempre teve um plano para a minha vida. Assim, em um momento de profunda tristeza, depressão e abandono, ouvi uma voz dizer nos meus ouvidos: “Só Jesus te salva”. Naquele mesmo dia, escrevi um poema com o título: “Só Jesus me salva” a caminho do trabalho na Ilha do Governador.
Poucos dias depois, passando em frente a um Templo da Igreja Batista, fui “empurrado” pelo Espírito Santo para dentro do Templo onde confesse todos os meus pecados a Deus em nome de Jesus, seguindo a orientação do pastor, pois eu não sabia como falar com Deus. Além disso, me sentia tão pecador, tão culpado, tão mau, tão infeliz que tinha vergonha de falar com o Senhor. Eu me sentia indigno e inferior. Não tinha palavras para me dirigir a Deus, mesmo sendo conhecedor das letras, eu não sabia como me dirigir ao Todo Poderoso.
Aos poucos, fui me sentindo útil, justificado, perdoado, aceito, amado e fui me santificando progressivamente. Hoje falo com o meu Pai sem reservas. Conto tudo para Ele. Não escondo nada dEle.
Ao sair do Templo naquele dia, vi uma faixa que dizia: “SEMANA DA RECONCILIAÇÃO”. Foi assim que eu me reconciliei com meu Criador, meu Deus e meu Pai. E após minha conversão minha vida foi completamente transformada por Jesus.
Quem me conhecia antes pelo meu mau comportamento, custava a acreditar que se tratava da mesma pessoa. E não se tratava mesmo. Jesus Cristo mudou meu viver.
Papai e mamãe também se converteram. E também minha sogra que aceitou a Jesus como seu Salvador já aos 90 anos. Morreram salvos. Graças a Deus! Espero que os meus irmãos seja sensíveis ao apêlo do Espírito Santo e aceitem a Jesus como o Único e Suficiente Salvador, para que possamos todos juntos nos encontrar com os nossos pais e vivermos como irmãos junto ao Pai.
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